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Bolsonaro e outros militares são alvos da Operação Tempus Veritatis

08 de fevereiro de 2024 às 11:07

polícia federal/operação
A Operação Tempus Veritatis tem, como alvo, diversos militares que integraram o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Diante da notícia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta quinta-feira (8), esperar que o rigor da lei seja aplicado contra aqueles que atacaram a democracia, ao financiar os acampamentos que culminaram na tentativa de golpe do dia 8 de janeiro de 2022.
 

© Polícia Federal

Medidas foram expedidas pelo ministro
do STF Alexandre de Moraes
 
Entre os investigados estão o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, o ex-ministro da Casa Civil general Walter Souza Braga Netto e o ex-ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira.
 
É muito difícil um presidente da República comentar sobre uma operação da Polícia Federal que ocorre em segredo de Justiça. Espero que não ocorra nenhum excesso e seja aplicado o rigor da lei. Sabemos dos ataques à democracia. Precisamos saber quem financiou os acampamentos. Vamos esperar as investigações”, afirmou Lula.
 
A declaração foi um recorte de trecho da entrevista concedida por Lula à Rádio Itatiaia. O comentário se referia à operação que cumpre 33 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva, além de 48 medidas cautelares que incluem a proibição de manter contato com outros investigados, a proibição de se ausentar do país, com entrega dos passaportes no prazo de 24 horas e a suspensão do exercício de funções públicas.
 
As medidas judiciais foram expedidas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. Entre elas está a de apreender o passaporte do ex-presidente Jair Bolsonaro.
 
A operação é deflagrada após o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, ter fechado acordo de colaboração premiada com investigadores da PF. O acordo foi enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR) e já recebeu a homologação do STF.
 
Também por meio de redes sociais, o advogado de Bolsonaro, Fábio Wajngarten disse que “em cumprimento às decisões de hoje, o presidente Jair Bolsonaro entregará o passaporte às autoridades competentes. Já determinou que seu auxiliar direto, que foi alvo da mesma decisão e que se encontrava em Mambucaba, retorne para sua casa em Brasília, atendendo a ordem de não manter contato com os demais investigados”, postou Wajngarten.
 
Segundo a investigação, entre os alvos da operação estão:
 
      - o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) general Augusto Heleno Ribeiro Pereira;
 
      - ex-ministro da Casa Civil e da Defesa general Walter Souza Braga Netto;
 
      - ex-ministro da Defesa general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira;
 
      - major da reserva Ângelo Martins Denicoli;
 
      - coronel reformado do Exército Aílton Gonçalves Moraes Barros;
 
      - coronel Guilherme Marques Almeida;
 
      - tenente-coronel Hélio Ferreira Lima;
 
      - tenente-coronel Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros
 
      - ex-comandante-geral da Marinha almirante Almir Garnier Santos;
 
      - general Mário Fernandes;
 
      - ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército general Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira;
 
      - general de Brigada reformado Laércio Vergílio;
 
      - Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho;
 
      - ex-ministro da Justiça, Anderson Torres;
 
      - presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
 
Há mandados de prisão contra:
 
      - o ex-assessor especial de Bolsonaro Felipe Martins
 
      - coronel Bernardo Romão Correa Neto
 
      - coronel da reserva Marcelo Costa Câmara
 
      - major Rafael Martins de Oliveira.
 
As medidas judiciais estão sendo cumpridas nos seguintes estados: Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal. O Exército Brasileiro acompanha o cumprimento de alguns mandados.
 
Da Agência Brasil
*Colaborou Felipe Pontes