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Dezenove estados e DF têm em 2025 o menor desemprego já registrado

20 de fevereiro de 2026 às 11:47

IBGE/taxa de desemprego
Dezenove estados e o Distrito Federal (DF) fecharam o ano de 2025 com a menor taxa de desemprego registrada na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.
 
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 

© Reprodução/Google/Divulgação
 
Mato Grosso e Santa Catarina têm
os menores índices
 
Para o país como um todo, o ano de 2025 terminou com taxa de desemprego de 5,6%, a menor já registrada na série histórica iniciada em 2012, conforme anunciou o IBGE no fim de janeiro. 
 
A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.
 
Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
 
Mínimas históricas
 
As unidades da federação (UF) que alcançaram a taxa mínima de desemprego foram:
 
       • Mato Grosso: 2,2%;
       • Santa Catarina: 2,3%;
       • Mato Grosso do Sul: 3%;
       • Espírito Santo: 3,3%;
       • Paraná: 3,6%;
       • Rio Grande do Sul: 4%;
       • Minas Gerais: 4,6%;
       • Goiás: 4,6%;
       • Tocantins: 4,7%;
       • São Paulo: 5%;
       • Paraíba: 6%;
       • Ceará: 6,5%;
       • Pará: 6,8%;
       • Maranhão: 6,8%;
       • Distrito Federal: 7,5%;
       • Amapá: 7,9%;
       • Sergipe: 7,9%;
       • Rio Grande do Norte: 8,1%;
       • Amazonas: 8,4%;
       • Bahia: 8,7%.
 
Apesar de não ter vivenciado queda na taxa de desemprego, Rondônia fechou o ano em 3,3%, quarto menor índice do país. O recorde de mínima da desocupação do estado do norte foi 3,1%, em 2023.
 
De todos os estados que atingiram os menores índices de desemprego em 2025, o único que não apresentou queda na comparação com 2024 foi o Amazonas, que repetiu a marca de 8,4%.
 
Doze UFs abaixo da média
 
Os dados consolidados de 2025 revelam que das 27 UFs, 12 ficaram abaixo da média nacional (5,6%); e 15 superam o desemprego médio no país. Três estados do Nordeste apresentam as maiores desocupações.
 
Veja o ranking:
 
       • Mato Grosso: 2,2%;
       • Santa Catarina: 2,3%;
       • Mato Grosso do Sul: 3,0%;
       • Espírito Santo: 3,3%;
       • Rondônia: 3,3%;
       • Paraná: 3,6%;
       • Rio Grande do Sul: 4,0%;
       • Goiás: 4,6%;
       • Minas Gerais: 4,6%;
       • Tocantins: 4,7%;
       • São Paulo: 5,0%;
       • Roraima: 5,1%;
       • Média Brasil: 5,6%;
       • Paraíba: 6,0%;
       • Ceará: 6,5%;
       • Acre: 6,6%;
       • Maranhão: 6,8%;
       • Pará: 6,8%;
       • Distrito Federal: 7,5%;
       • Rio de Janeiro: 7,6%;
       • Sergipe: 7,9%;
       • Amapá: 7,9%;
       • Rio Grande do Norte: 8,1%;
       • Alagoas: 8,3%;
       • Amazonas: 8,4%;
       • Bahia: 8,7%;
       • Pernambuco: 8,7%;
       • Piauí: 9,3%.
 
Informalidade
 
A pesquisa do IBGE permite identificar desigualdades no nível de informalidade do mercado de trabalho ao longo do país. Enquanto o país terminou 2025 com informalidade de 38,1%, 18 estados ficaram acima dessa marca, com destaque negativo para as regiões Norte e Nordeste.
 
Na informalidade, trabalhadores não têm garantidos direitos como cobertura previdenciária, 13º salário, seguro-desemprego e férias, por exemplo.
 
Veja o nível de informalidade nas UFs:
 
       • Maranhão: 58,7%;
       • Pará: 58,5%;
       • Bahia: 52,8%;
       • Piauí: 52,6%;
       • Ceará: 51%;
       • Amazonas: 50,8%;
       • Paraíba: 49%;
       • Sergipe: 48,2%;
       • Pernambuco: 47,8%;
       • Alagoas: 47,5%;
       • Rondônia: 46,1%;
       • Acre: 45,2%;
       • Amapá: 44,2%;
       • Roraima: 40,3%;
       • Tocantins: 39,7%;
       • Espírito Santo: 39%;
       • Rio Grande do Norte: 39%;
       • Rio de Janeiro: 38,5%;
       • Média Brasil: 38,1%;
       • Minas Gerais: 36,8%;
       • Mato Grosso: 36,3%;
       • Goiás: 35,1%;
       • Mato Grosso do Sul: 32,1%;
       • Paraná: 31,6%;
       • Rio Grande do Sul: 31,4%;
       • São Paulo: 29%;
       • Distrito Federal: 27,3%;
       • Santa Catarina: 26,3%.
 
O IBGE aponta ainda que o DF e oito estados fecharam o ano com rendimento mensal do trabalhador acima da média do país (R$ 3.560).
 
O DF lidera com sobra o ranking, explicado pelo grande contingente de funcionários públicos na capital federal, que conseguem uma remuneração acima da média da iniciativa privada.
 
       • Distrito Federal: R$ 6.320;
       • São Paulo: R$ 4.190;
       • Rio de Janeiro: R$ 4.177;
       • Santa Catarina: R$ 4.091;
       • Paraná: R$ 4.083;
       • Rio Grande do Sul: R$ 3.916;
       • Mato Grosso do Sul: R$ 3.727;
       • Mato Grosso: R$ 3.688;
       • Goiás: R$ 3.628;
       • Média Brasil: R$ 3.560;
       • Espírito Santo: R$ 3.497;
       • Roraima: R$ 3.438;
       • Rondônia: R$ 3.362;
       • Minas Gerais: R$ 3.350;
       • Tocantins: R$ 3.129;
       • Amapá: R$ 3.089;
       • Rio Grande do Norte: R$ 3.003;
       • Sergipe: R$ 2.855;
       • Acre: R$ 2.794;
       • Amazonas: R$ 2.733;
       • Pernambuco: R$ 2.666;
       • Paraíba: R$ 2.577;
       • Piauí: R$ 2.561;
       • Alagoas: R$ 2.531;
       • Pará: R$ 2.508;
       • Ceará: R$ 2.394;
       • Bahia: R$ 2.284;
       • Maranhão: R$ 2.228.
 
Ao fazer comentários sobre a Pnad, o analista da pesquisa, William Kratochwill, explica que a mínima histórica em 2025 “decorre do dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionados pelo aumento do rendimento real”.
 
Da Agência Brasil