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Brasil condena ataques dos EUA e Israel ao Irã

28 de fevereiro de 2026 às 12:48

internacional/conflito/guerra
O governo do Brasil condenou os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, neste sábado (28). Em nota, o Ministério das Relações Exteriores expressou grave preocupação com a situação e lembrou que os bombardeios ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes.
 

© Frame vídeo/g1.globo.com/
 
Itamaraty diz que negociação é o único
caminho viável para a paz
 
Para o Itamaraty, a negociação é o único caminho viável para a paz, “posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região”.
 
O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil”, diz a nota.
 
O embaixador do Brasil em Teerã, André Veras Guimarães, está em contato direto com a comunidade brasileira, para transmitir atualizações sobre a situação e orientações de segurança. As demais embaixadas brasileiras na região também acompanham os desdobramentos das ações militares, “com particular atenção às necessidades das comunidades brasileiras nos países afetados”.
 
Recomenda-se aos brasileiros que estejam atentos às orientações de segurança das autoridades locais nos países onde morem ou se encontrem”, alertou o Itamaraty.
 
Israel lançou um ataque contra o Irã no início da manhã deste sábado (28), declarando estado de emergência "especial e imediato" em todo o país, de acordo com informações da agência de notícias Reuters. 
 
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também confirmou "grandes operações de combate" no Irã com o objetivo de defender o povo americano, "eliminando ameaças iminentes do regime iraniano".
 
Na quinta-feira (26), Irã e Estados Unidos haviam retomado as negociações com o objetivo de encontrar uma solução diplomática para a longa disputa sobre o programa nuclear iraniano. Estados Unidos, Israel e outros países ocidentais afirmam que o programa visa a construção de armas nucleares. O Irã nega a acusação.
 
Da Agência Brasil