 Celso Lacerda © Celso Lacerda/Arquivo pessoal |
O relacionamento é como um reflexo que irradia a alma do outro.
Mesmo tendo diante de si um espelho rachado, ainda consegue refletir partes inteiras daquele que ama, sem destacar defeitos, mas sim o amor que pulsa nos corações apaixonados.
O amor estabelecido em uma relação deve ser repleto de cumplicidade e reciprocidade, a ponto de fazer sentir constantemente a falta do outro.
É sentir-se incompleto, mesmo sabendo que existe um amor sincero habitando o coração.
Há relacionamentos sustentados pelo envolvimento momentâneo ou pela necessidade.
E isso se torna difícil, principalmente para quem deseja um amor verdadeiro, alicerçado na cumplicidade.
Se o olhar não adentra a alma a ponto de arrancar suspiros, talvez alguém nessa relação esteja cada vez mais distante dos próprios sonhos.
E os sonhos devem ser coroados pelos sentimentos de ambos, para que caminhem juntos em direção ao mesmo horizonte, na busca compartilhada da felicidade.
Ser o mal necessário para alguém é viver uma ilusão.
É estar presente em um mundo distante, onde apenas um sonha e acredita.
Bem se queira!
Infelizmente, há quem viva esse momento solitário de amar e ainda diga:
— É bom estar com você nas lembranças... Somente nas lembranças.
Enquanto isso, a lágrima escorre pelo rosto, com seu sabor de sal, deslizando suavemente pela boca e temperando a alma.
Os suspiros se abafam, e o coração solitário se aperta, sinalizando que a dor pode ser maior que a própria perda.
Nesses momentos, é importante respirar profundamente, buscar o fôlego mais íntimo da alma e voltar o olhar para o clarão do sol mais brilhante.
Que seus raios possam energizar o corpo, fortalecer o espírito e trazer forças celestiais para que você continue se amando por inteiro.
E que esse amor, preservado em sua plenitude, seja oferecido a quem realmente mereça partilhar com você o mais sublime dos sentimentos: o amor.
Por Celso Lacerda, membro da ABL/Barreiras (BA)
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