 Celso Lacerda © Celso Lacerda/Arquivo pessoal |
A vida é um espetáculo cheio de encantos, desencantos e belezas...
Na vida, há sentidos, direcionamentos, vontades, desejos, tristezas, alegrias e entregas...
Mas cada pessoa é única, dona de si e da própria história, gravada na essência da alma.
Não devemos deslocar nossos desejos a ponto de querer que o outro seja como imaginamos e, com isso, criar expectativas para alimentar devaneios em nós mesmos. Precisamos compreender que a beleza do outro é única. E, se pararmos para pensar com o coração que pulsa na alma, perceberemos que é justamente essa beleza singular que nos faz sonhar.
Ainda assim, cada pessoa convive diariamente com a própria cadeia, muitas vezes entranhada na alma, que a prende e limita seus passos.
E ninguém tem o direito de invadir a vida do outro a ponto de procurar a chave capaz de abrir as portas da sua intimidade.
Que o amor seja cego... a ponto de enxergar e sentir apenas a alma. Porque o amor verdadeiro não invade; apenas reconhece, acolhe e permanece.
Por Celso Lacerda, membro da ABL/Barreiras (BA)
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