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Prazo do Diagnóstico de Equidade do MEC termina nesta quarta-feira

22 de julho de 2026 às 17:01

educação superior/enem
O prazo para que as redes estaduais e municipais de ensino participem do Diagnóstico Equidade 2026 termina nesta quarta-feira (22), após ser prorrogado no último dia 15.
 
O envio virtual de informações deve ser feito pelo Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle do Ministério da Educação (Simec, no módulo Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq).
 

Alunos em sala de aula na preparação da prova do Enem
© José Cruz/Agência Brasil
 
Secretarias de educação devem enviar
formulário pelo sistema online
 
O preenchimento do formulário deve ser realizado pelas secretarias estaduais e municipais com login da conta do portal Gov.br.
 
Está na lei
 
O Diagnóstico Equidade 2026 pretende conhecer os avanços e desafios na implementação da Lei nº 10.639/2003, alterada pela Lei nº 11.645/2009. Esta legislação tornou obrigatória a inclusão no currículo oficial da rede de ensino a história e cultura afro-brasileira, africana e indígena que contribuíram na formação da população brasileira.
 
Os resultados do mapeamento deverão dar suporte às políticas públicas voltadas à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nas escolas.
 
O diagnóstico também tem o objetivo de monitorar a implementação da educação para as relações étnico-raciais (Erer), da educação escolar quilombola (EEQ) e da educação escolar indígena (EEI) nas redes públicas de ensino de todo o país.
 
Diagnóstico Equidade
 
Os eixos do Diagnóstico Equidade estão organizados em dez temas:
 
        1.  fortalecimento do marco legal;
        2.  formação de gestores e profissionais da educação;
        3.  gestão educacional;
        4.  materiais didáticos e paradidáticos;
        5.  currículo;
        6.  financiamento;
        7.  indicadores, avaliação e monitoramento;
        8.  gestão democrática e mecanismos de participação social;
        9.  educação escolar quilombola; e
        10.  educação escolar indígena.
 
A ausência de envio das informações no sistema Simec poderá inviabilizar o repasse de emendas parlamentares federais no âmbito do Plano de Ações Articuladas (PAR).
 
Política Nacional
 
O Ministério da Educação (MEC) afirma que a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) é “fundamental para dar continuidade à implementação integral da lei, além de tratar de parte da reparação histórica com o povo negro e a população quilombola.
 
Lançada em 2024, a Pneerq tem o objetivo de implementar ações e programas educacionais voltados à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nos ambientes de ensino, bem como à promoção da política educacional para a população quilombola. 
 
A Pneerq é voltada a toda comunidade escolar formada por gestores, professores, funcionários das escolas e estudante e está organizada em sete eixos:
 
       • Eixo 1 | Governança: coordenação federativa;
       • Eixo 2 | Diagnóstico e monitoramento da implementação da Lei nº 10.639/2003;
       • Eixo 3 | Formação dos(as) profissionais da educação;
       • Eixo 4 | Material didático e literário;
       • Eixo 5 | Protocolos de prevenção, identificação e respostas ao racismo na educação;
       • Eixo 6 | Afirmação das trajetórias negras e quilombolas;
       • Eixo 7 | Difusão de saberes.
 
 
Da Agência Brasil