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O Olhar da Alma em Respeito à Vida

01 de agosto de 2026 às 18:06

pauta livre/pauta literária

Celso Lacerda © Celso Lacerda/Arquivo pessoal
O olhar para a vida deve ser sempre de gratidão, uma vez que somos vida. E, se somos vida, estamos em um grande barco que, ora segue deslizando pelas águas mais claras e tranquilas, nas quais nossos corpos se deleitam de prazer, regados de felicidade, em uma calmaria de paz; ora se depara com águas revoltas, fazendo desse barco uma tábua leve e insegura, quase sem rumo, prestes a virar. E nós, dentro desse turbilhão de medo e segredo, seguimos na direção de um lugar seguro, buscando fortalecer o caminhar.
 
Vivemos com pessoas, parentes ou não, e precisamos encontrar maneiras de conviver com as diferenças que nos acompanham no dia a dia, buscando compreender os comportamentos que se apresentam das mais variadas formas: ora amáveis, ora indiferentes. Não é difícil perceber a individualidade de algumas pessoas quando se trata da vaidade incutida dentro do próprio ser, que se manifesta por meio do desprezo e do sentimento de superioridade. Essa falsa postura, que alimenta a si própria, não deixa de se tornar solitária e indesejável, pelo menos aos olhos daqueles que a observam com reprovação.
 
Nem sempre conseguiremos mudar o comportamento das pessoas, nem compreender os sentimentos que as levam a ferir ou a diminuir o outro. Mas podemos escolher não carregar para a nossa alma aquilo que não nos pertence. A vida é breve demais para alimentar mágoas, e o coração precisa permanecer aberto para acolher os bons sentimentos, seguir em paz e continuar acreditando que o amor ainda é capaz de iluminar os caminhos mais difíceis.
 
A alma de quem ama intensamente a vida não perde tempo preocupando-se com pessoas fracas de espírito, que têm o prazer de propagar mal-estar na própria vida e, com isso, tentam atingir o outro. Quando alguém vive em comunhão com o bem e possui uma alma amorosa, buscando constantemente a felicidade, encontra uma maneira de viver com sabedoria e pureza, desejando sempre repartir amor com quem chega até si.
 
Por Celso Lacerda, membro da ABL/Barreiras (BA)
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