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Produção de café na Bahia deve crescer quase 6% em 2026

10 de setembro de 2026 às 16:57

agricultura/produção de café
A Bahia deve produzir cerca de 4,7 milhões de sacas de café em 2026, crescimento de 5,95% em relação às 4,43 milhões de sacas registradas no ano anterior. A estimativa é apresentada no caderno setorial sobre o café, elaborado pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste.
 

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Lela Beltrão/Repórter Brasil
 
O avanço ocorre com praticamente a mesma área destinada à cultura. A área em produção deve passar de 103,2 mil hectares, em 2025, para 103,5 mil hectares em 2026 neste ano, aumento de apenas 0,3%. O ganho se dá principalmente na produtividade, que deve crescer 5,63%, de 42,95 para 45,37 sacas por hectare.
 
O desempenho baiano reúne duas culturas com características distintas: conilon e arábica. De acordo com as definições da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o café conilon está concentrado na região chamada Atlântico, que se estende do Litoral Sul à Costa do Descobrimento, áreas de baixa altitude, clima quente e influência litorânea. Já a arábica é produzida na região Planalto, que engloba Chapada Diamantina, região de Vitória da Conquista até Barra do Choça, e Cerrado, no Oeste baiano.
 
O café conilon concentra 75% da produção estadual e deve alcançar 3,5 milhões de sacas, alta de 6,38%, com produtividade projetada de 72,61 sacas por hectare. No Planalto, a produção deve crescer 6,67%, com aumento de produtividade de 9,72%, mesmo com redução de área de 2,78%. Já no Cerrado, a expectativa é de leve retração da safra, de 1,89%.
 
Para o superintendente estadual do Banco do Nordeste na Bahia, Pedro Lima Neto, a cafeicultura combina diferentes perfis produtivos e níveis de tecnologia, o que gera grande importância econômica para o estado. “Os dados mostram que o aumento da produção em 2026 está associado ao crescimento da produtividade e esse movimento é extremamente relevante porque reforça a importância da tecnologia, manejo adequado, irrigação e sustentabilidade para ampliar a competitividade da atividade no estado”, destaca o executivo.
 
A expectativa também é positiva para a cafeicultura brasileira. A estimativa apresentada pelo estudo do Etene é de uma produção de 66,7 milhões de sacas em 2026, quase 18% superior à safra anterior. A área cultivada deve crescer em 4,39%, enquanto a produtividade média nacional alcança 13%, para 34,38 sacas por hectare.
 
Assimp Banco do Nordeste (BNB)