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Conselho regulamenta crédito para taxistas e motoristas de aplicativo

15 de setembro de 2026 às 12:24

gestão federal/programa move brasil
O Conselho Monetário Nacional (CMN) atualizou a regulamentação das linhas de crédito destinadas à compra de veículos novos por taxistas e motoristas de aplicativo. A mudança adequa as regras à Lei 15.503/2026, sancionada ontem, segunda-feira (14), e garante a continuidade do programa Move Brasil, sem alterar as principais condições financeiras dos financiamentos.
 

Motorista de aplicativo
© Rovena Rosa/Agência Brasil
 
Nova regra mantém condições e garante
continuidade do financiamento
 
A nova resolução substitui referências que ainda estavam vinculadas a medidas provisórias já revogadas e elimina o prazo de 120 dias que limitava a contratação das operações. Com isso, os financiamentos poderão continuar sendo contratados dentro do limite total de R$ 30 bilhões, desde que haja disponibilidade orçamentária e financeira.
 
Condições mantidas
 
A atualização preserva as principais condições oferecidas pelo programa. Entre elas estão:
 
       • Juros sobre os recursos: 2,5% ao ano;
       • Taxa para mulheres: 1,5% ao ano nas aquisições realizadas por mulheres;
       • Remuneração do BNDES: até 1,25% ao ano;
       • Remuneração das instituições financeiras: até 8,5% ao ano;
       • Prazo máximo: 84 meses;
       • Carência: até seis meses para o pagamento do principal;
       • Valor máximo do veículo financiado: R$ 200 mil;
       • Limite do programa: R$ 30 bilhões.
 
As operações continuam sendo realizadas por instituições financeiras habilitadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
 
Prazo deixa de valer
 
Uma das principais mudanças está relacionada ao prazo para contratação dos financiamentos.
 
A Medida Provisória 1.359/2026, que instituiu o Move Brasil, estabelecia um período de 120 dias para a realização das operações. Como esse prazo venceria na primeira quinzena de setembro, a regulamentação precisou ser ajustada após a aprovação da Lei 15.503/2026.
 
A nova lei não manteve a limitação de 120 dias. Por isso, o CMN retirou da regulamentação o dispositivo que vinculava as contratações a esse prazo.
 
Na prática, a alteração evita uma interrupção do programa e permite a continuidade das operações dentro do limite financeiro autorizado.
 
Custos entram no crédito
 
A nova regulamentação também deixa explícito que o financiamento pode incluir despesas relacionadas à constituição, ao registro e à averbação da alienação fiduciária.
 
Isso inclui, por exemplo, emolumentos cartorários, que são as taxas cobradas pelos cartórios para realizar determinados registros.
 
A inclusão desses custos reduz o valor que o trabalhador precisa desembolsar no início da contratação e pode facilitar o acesso ao financiamento, principalmente para profissionais com menor capacidade de poupança.
 
Quem pode financiar
 
O programa continua destinado a profissionais que trabalham com transporte remunerado individual de passageiros. São contemplados:
 
       • motoristas de aplicativo;
       • taxistas;
       • cooperativas de taxistas.
 
Para motoristas de aplicativo, uma das regras também foi alterada: o período mínimo de cadastro na plataforma de intermediação do serviço caiu de um ano para seis meses.
 
Além disso, permanece a possibilidade de destinar até 10% do valor total financiado à aquisição de itens de segurança voltados às necessidades de mulheres que trabalham no transporte de passageiros.
 
Base legal atualizada
 
A mudança ocorre porque a Lei 15.503/2026 consolidou medidas que anteriormente estavam previstas nas Medidas Provisórias 1.359, 1.363 e 1.366, todas de 2026.
 
Com a nova lei, ela passa a ser a base legal das linhas de financiamento destinadas à compra de veículos novos por esses profissionais. A atualização feita pelo CMN busca dar segurança jurídica ao programa e evitar que sua regulamentação continue fazendo referência a uma medida provisória que deixou de vigorar.
 
O CMN é formado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que preside o órgão; pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo; e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.
 
Da Agência Brasil