 Celso Lacerda © Celso Lacerda/Arquivo pessoal |
Ser professor é abraçar a diversidade neste mundo adverso.
É enxergar o(a) aluno(a) como ser integral — conhecendo sua realidade, sua linguagem, suas crenças, seus valores, e sua proposta de vida.
Lembro-me de tantas vezes em que a professora me perguntava sobre um assunto debatido em sala.
Eu tentava responder, de forma resumida, para economizar a voz, mesmo podendo dizer muito mais.
Minha fala, às vezes, tropeçava...
E logo vinha a sentença: “Fale direito! Você não disse nada com nada.”
E assim, eu era descartado.
Hoje, professor, lembro-me desse aluno que fui e compreendo que ensinar
é muito mais que falar: é escutar, é acolher, é amar.
Já dizia Paulo Freire: “O professor autoritário, o professor licencioso, o professor competente, sério, o professor incompetente, irresponsável, o professor amoroso da vida e das gentes, o professor mal-amado, frio, burocrático, racionalista — nenhum deles passa pelos alunos sem deixar sua marca.”
Ser professor é amar o que faz.
Por Celso Lacerda, membro da ABL/Barreiras (BA)
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