 Celso Lacerda © Celso Lacerda/Arquivo pessoal |
Cada um de nós é feito de histórias, conflitos e silêncios — e carrega, no interior da alma, as amarras que o tempo e a vida vão moldando.
Ninguém pode atravessar os portais do outro sem permissão, sem antes merecer a confiança de tocar o que é sagrado: sua chave interior.
Amar por inteiro tornou-se um ato de coragem.
É preciso desarmar-se, aceitar que, muitas vezes, o amor que nos oferecem vem pela metade — e, ainda assim, pode ser inteiro em sentimento, guardado na lembrança que dói.
Nada é absoluto.
Tudo é frágil como cristal soprado à mão, que, como cisco, faz malabarismo no ar e desaparece no nada.
Quem ama, cuida sem exigir.
Sua ausência ecoa em mim — porque amar é reconhecer-se no outro e ser reconhecido em retorno.
Por Celso Lacerda, membro da ABL/Barreiras (BA)
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