 Celso Lacerda © Celso Lacerda/Arquivo pessoal |
Ser observador de um dos espetáculos exuberantes que a vida, cheia de ternura, nos oferece, a ponto de o olhar se inundar de lágrimas de alegria vindas da alma, é um dom celestial, vestido de um véu invisível, esbranquiçado, carregado de nuvens azuladas de amor, que correm em direção ao sonhar.
É também ser testemunha sentimental da beleza iluminada que resplandece na face singela do divino.
Há momentos grandiosos e singulares que não deixam de ser agraciados pela unção, pelo encontro com a natureza e consigo mesmo, dando vazão à felicidade de que precisamos a todo instante para alimentar os desejos da alma.
Ao entardecer, com os olhos fitados na imensidão do mundo, tinha-se a sensação de que a penumbra bailava no ar, misturando-se ao vento aquecido, na busca pelo frescor do sereno que estava por vir.
O sol, despedindo-se de um dia quente, mergulhava languidamente no horizonte adormecido, deixando um céu azul quase escuro para receber, logo em seguida, a pureza dos reflexos amorosos da lua, iluminando o infinito da natureza ingênua!
Como espectador desse momento silente, curvo-me na certeza do encanto que energiza minha alma, dando-me a força de que ela necessita para debruçar-se na busca de dias melhores.
Dias em que a vida, a cada dia, nos aceite sem distinção, nos acolha no colo da sabedoria e nos nine para novos sonhos.
Por Celso Lacerda, membro da ABL/Barreiras (BA)
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