Teve início no último domingo (1º) o período oficial de defeso da Piracema 2026/2027, com a abertura da Operação Matrinxã em Barreiras. A ação, coordenada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, seguirá até 28 de fevereiro de 2027, com foco na proteção das espécies nativas de peixes durante o ciclo reprodutivo.

© Dircom GovBarreiras/BA/Divulgação
O defeso corresponde à época em que os peixes migradores se deslocam em direção às nascentes e aos trechos superiores dos rios para se reproduzir. Nesse período, a pesca de espécies nativas fica proibida nas áreas abrangidas pela legislação, como medida de preservação da fauna aquática e de manutenção dos estoques pesqueiros.
A atividade pesqueira também deve respeitar as delimitações geográficas previstas em lei, incluindo as distâncias mínimas de confluências, desembocaduras, barragens, lagoas, corredeiras e represas. O uso de redes e de outros apetrechos destinados à captura coletiva de peixes também estão proibidos, conforme as regras aplicáveis ao período.
O secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Demósthenes Júnior, ressaltou que a operação será fortalecida pela atuação integrada entre os órgãos de fiscalização, ampliando o alcance das ações de monitoramento e proteção dos rios. “A Operação Matrinxã é fundamental para garantir o cumprimento da legislação ambiental e proteger as espécies nativas durante o período de reprodução. Estamos trabalhando em parceria com a Polícia Ambiental, por meio do Pelotão da CIPPA em Barreiras, e também contaremos com o apoio do INEMA e do IBAMA, com a formalização de um acordo de cooperação técnica com o município. Nosso objetivo é ampliar a área de monitoramento, alcançando todo o trecho do Rio Grande”, destacou o secretário.
Na abertura da operação, o diretor de Fiscalização, Judson Almeida, reforçou a necessidade de atenção às regras do defeso. Entre as espécies nativas cuja captura está proibida estão o dourado, o pintado e o curimatã. Já a pesca de espécies não nativas ou exóticas, como tilápia, tucunaré, corvina de água doce e carpa, permanece autorizada, desde que sejam respeitadas as restrições legais de local e modalidade. A colaboração dos pescadores e da população é essencial para o cumprimento das normas ambientais e para a conservação dos recursos naturais.
Dircom Governo de Barreiras, Bahia