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Brasil tem maior juro real do mundo, seguido por Turquia e Argentina

06 de novembro de 2026 às 17:37

economia/taxa de juros
O Brasil segue como o país com os maiores juros reais do mundo, calculados em 9,05%, mais de sete vezes a média de 1,27% do ranking da consultoria de mercado Moneyou publicado nesta semana. O juro real desconta a inflação em cada país.
 

© Reprodução/economia.uol.com.br/

Consultoria Moneyou calcula
juros real de 40 países
 
O Brasil lidera o ranking de 40 países analisados, acima de Turquia, Argentina, Rússia e Colômbia. 
 
Confira os 10 primeiros colocados: 
 
        • Brasil (9,05%);
        • Turquia (7,77%);
        • Argentina (6,80%);
        • Rússia (6,57%);
        • Colômbia (4,05%);
        • Indonésia (3,67%);
        • México (3,26%);
        • África do Sul (2,93%);
        • Hungria (2,04%); e
        • Chile (1,69%).
 
No último levantamento publicado em setembro, o Brasil já estava com o juro real mais elevado do ranking, mas em um nível menor, de 8,45%. 
 
Na última quarta-feira (4), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central interrompeu, por unanimidade, a trajetória de queda na taxa básica de juros iniciada em abril, mantendo os juros em 13,75% ao ano.
 
Em comunicado, o Copom informou que as incertezas se ampliaram nas últimas semanas e que as expectativas de inflação continuam acima da meta. O órgão não deu pistas sobre a trajetória dos juros nas próximas reuniões.
 
A taxa básica de juros, a Selic, é o principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação. No acumulado de 12 meses, o índice subiu de 4,5% para 4,62%, acima do teto da meta de 4,5%.
 
A atual taxa de juros é alvo de críticas de especialistas e da indústria. A Confederação Nacional da Indústria afirma que a manutenção dos juros pelo Copom é “injustificável” e custa caro para empresas e famílias.
 
“É possível continuar diminuindo os juros em ritmo compatível com a convergência da inflação para a meta, sem impor à economia um custo maior”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban.
 
Dívida pública
 
Os juros elevados são a principal causa do aumento da dívida pública, segundo dados do Banco Central. Nos últimos doze meses, os juros consumiram mais de R$ 1,1 trilhão do orçamento público, o que representa 8,9% do PIB brasileiro.
 
Com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, agentes do mercado financeiro tem cobrado por um corte de gastos como forma de estabilizar a dívida pública, que saiu de 71,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022 para cerca de 82,9% do PIB em agosto de 2026.
 
Por outro lado, economistas críticos à política monetária do BC destacam que, como são os juros altos os maiores responsáveis pelo aumento da dívida, deve-se buscar uma política alternativa que contribua para a redução dos juros.
 
Da Agência Brasil